Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Revista Gostosa - Só GostosurasRevista Gostosa - Só GostosurasRevista Gostosa - Só Gostosuras
  • Home
  • Notícias
  • Receitas
  • Pratos
  • Sobre Nós
Leitora: Medo da violência altera lazer, mobilidade e rotina de 98% das mulheres no Brasil
Compartilhar
Font ResizerAa
Revista Gostosa - Só GostosurasRevista Gostosa - Só Gostosuras
Font ResizerAa
Search
  • Home
  • Notícias
  • Pratos
  • Receitas
Revista Gostosa - Só Gostosuras > Blog > Notícias > Medo da violência altera lazer, mobilidade e rotina de 98% das mulheres no Brasil
Notícias

Medo da violência altera lazer, mobilidade e rotina de 98% das mulheres no Brasil

Redação Revista Gostosa
Redação Revista Gostosa setembro 30, 2026
Compartilhar
6 Min de leitura
Mulher caminhando sozinha em uma rua urbana ao anoitecer, em imagem editorial ilustrativa
Compartilhar

O medo da violência tem interferido diretamente na forma como as mulheres brasileiras circulam pela cidade, organizam a rotina e participam da vida social. Uma pesquisa nacional dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva aponta que 98% das entrevistadas adotam estratégias para reduzir riscos no dia a dia. As mudanças incluem evitar determinados locais, alterar trajetos, compartilhar a localização e deixar de sair em alguns horários.

Contents
Insegurança restringe escolhas cotidianasLazer e convivência social também são afetadosMedo afeta autonomia e circulação nas cidadesComo a pesquisa foi realizada

Divulgado em 16 de setembro de 2026, durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o levantamento foi realizado entre 22 e 30 de abril, com 1,5 mil pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. Os dados foram apresentados em reportagem da Agência Brasil.

Insegurança restringe escolhas cotidianas

Segundo a pesquisa, 94% das mulheres afirmam sentir insegurança diante da violência no cotidiano. Entre os homens, o índice é de 84%. Nos deslocamentos pela cidade, a percepção de medo também alcança 94% das entrevistadas, mostrando que sair de casa, escolher um caminho ou utilizar determinados meios de transporte pode envolver decisões adicionais de proteção.

Essas estratégias não se limitam a situações consideradas excepcionais. Elas aparecem em escolhas comuns, como decidir se é possível voltar para casa à noite, aceitar um convite, atravessar uma área específica ou frequentar um local desconhecido. A necessidade de avaliar riscos constantemente transforma a mobilidade em uma tarefa marcada pela vigilância e pela preocupação.

A apresentação da pesquisa, repercutida pela Agência Patrícia Galvão, destaca que o impacto da violência percebida alcança diferentes dimensões da vida. O problema, portanto, não está apenas na ocorrência de crimes, mas também na forma como a possibilidade de sofrer violência modifica comportamentos antes considerados naturais.

Lazer e convivência social também são afetados

O levantamento mostra que 62% das mulheres já mudaram hábitos de lazer por medo da violência. Além disso, 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam. A redução pode atingir encontros com amigos, bares, festas e outros espaços de convivência, diminuindo as oportunidades de descanso, diversão e participação na vida social.

Quando uma mulher deixa de aceitar um convite ou escolhe não permanecer em determinado ambiente por receio de voltar sozinha, a consequência ultrapassa a programação de um único dia. A insegurança passa a influenciar relações, experiências culturais e momentos de convivência. Em vez de decidir apenas pelo interesse ou pela disponibilidade, muitas brasileiras precisam considerar se o local, o horário e o trajeto parecem seguros.

O efeito também pode aparecer na organização prática da rotina. Compartilhar a localização com pessoas de confiança, avisar quando chega a um destino e buscar companhia para determinados deslocamentos são medidas adotadas para reduzir a exposição. Embora possam oferecer sensação de proteção, essas práticas revelam como a responsabilidade pela prevenção acaba incorporada ao cotidiano das próprias mulheres.

Medo afeta autonomia e circulação nas cidades

A pesquisa indica ainda que 78% das mulheres entrevistadas já sofreram algum tipo de violência. Esse dado ajuda a contextualizar por que a percepção de risco pode estar associada tanto a experiências pessoais quanto ao conhecimento de situações vividas por outras mulheres. A insegurança não é uniforme, mas aparece como uma barreira para o uso pleno dos espaços públicos e para o exercício da autonomia.

O impacto pode ser percebido em decisões relacionadas ao trabalho, ao estudo e aos deslocamentos, além do lazer. Escolher um trajeto mais longo, evitar o transporte público em determinados horários ou desistir de uma atividade são formas de adaptação que alteram o acesso a oportunidades e serviços. A cidade, nesse cenário, não é vivida da mesma maneira por todos os seus habitantes.

Os resultados reforçam que discutir a segurança das mulheres envolve observar não apenas estatísticas de violência, mas também as escolhas que deixam de ser feitas por causa do medo. A liberdade de circular, encontrar pessoas, estudar, trabalhar e aproveitar espaços de convivência depende de condições que permitam às mulheres ocupar a cidade sem precisar restringir continuamente a própria rotina.

Como a pesquisa foi realizada

O estudo ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, em todas as regiões brasileiras, entre 22 e 30 de abril de 2026. A margem de erro informada é de 2,8 pontos percentuais. A pesquisa foi desenvolvida pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva e integra o conjunto de levantamentos sobre percepção da violência e seus efeitos sobre a vida das mulheres.

As informações metodológicas e os dados relacionados a pesquisas de opinião estão reunidos também na página da Agência Patrícia Galvão. O banco de dados do Dossiê Agência Patrícia Galvão reúne pesquisas e fontes sobre violência contra as mulheres no Brasil.

You Might Also Like

O peso da estrutura: por que o preparo técnico virou o grande diferencial entre empresas médias em expansão

Dores intensas: saiba quais são as causas de infecção de urina nas mulheres

 Mercado internacional de frutas: entenda mais sobre importação e exportação com Thiago Venancio Raul Cordeiro de Aquino

Apoio emocional gratuito: a chave para fortalecer a saúde mental nas comunidades mais vulneráveis

Pet food expiration dates: the inventory mistake Hugo Galvao points out

Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Copy Link Print
Compartilhar
Artigo Anterior Duas pessoas caminham por um parque arborizado durante o dia. Pesquisa revela distância entre percepção de saúde e hábitos dos brasileiros
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Mais lidas

Não é só churrasco: confira os 5 pratos brasileiros mais famosos
Pratos outubro 4, 2024
Geraldo de Vitto
Você já ouviu falar do Composto Biossintético Industrial? Conheça essa inovação sustentável
Notícias outubro 9, 2024
Campinas Restaurant Week Destaca a Riqueza da Gastronomia Brasileira
Notícias outubro 4, 2024
A Diversidade Gastronômica do Brasil: Uma Viagem pelos Sabores Típicos
Receitas outubro 4, 2024
Turismo Gastronômico e Identidade Cultural: O Impacto dos Eventos Regionais no Desenvolvimento Local
Turismo Gastronômico e Identidade Cultural: O Impacto dos Eventos Regionais no Desenvolvimento Local
Notícias
Dr. Haeckel Cabral Moraes
Cirurgia de contorno corporal após grande perda de peso: Dr. Haeckel Cabral Moraes explica o procedimento
Notícias

RevistaGostosa é o seu novo restaurante de notícias. Nosso cardápio é variado e sempre atualizado, com as últimas novidades em tecnologia, política, mundo e muito mais. Saboreie a informação de qualidade!

© 2025 Revista Gostosa. [email protected]. - tel.(11)91754-6532
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?