A revisão do Plano Diretor de Camboriú avançou com a realização da segunda Oficina de Participação Comunitária, promovida em 23 de setembro de 2026, na Escola Básica Municipal Anita Bernardes Ganancini. O encontro reuniu cerca de 75 moradores das regiões do Monte Alegre, Tabuleiro, Conde Vila Verde e Várzea do Ranchinho, que participaram das discussões sobre o futuro do município.
A atividade faz parte de um processo conduzido pela Prefeitura de Camboriú com apoio técnico da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE). De acordo com a Prefeitura de Camboriú, a proposta é ouvir diferentes comunidades antes da elaboração das diretrizes que vão orientar o crescimento urbano e a organização territorial da cidade.
O que está em discussão
O Plano Diretor é o instrumento que estabelece orientações para o desenvolvimento e a ocupação do município. Sua revisão pode influenciar decisões relacionadas ao uso dos terrenos, à expansão dos bairros, à instalação de equipamentos públicos, à mobilidade e à oferta de infraestrutura urbana.
Também entram nesse debate temas como preservação ambiental, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. Na prática, as regras definidas no processo ajudam a orientar como determinadas áreas poderão ser ocupadas, quais regiões precisarão de investimentos e de que maneira o crescimento da cidade poderá ser planejado.
Por esse motivo, a participação dos moradores é considerada uma etapa importante do trabalho. As contribuições apresentadas nas oficinas ajudam a equipe responsável a identificar problemas, necessidades e características específicas de cada região de Camboriú, formando um diagnóstico mais próximo da realidade local.
Participação regionalizada
A segunda oficina teve como foco comunidades de diferentes áreas do município. A divisão por regiões permite que moradores discutam questões diretamente relacionadas aos bairros onde vivem, como deslocamentos, condições das vias, expansão habitacional, serviços públicos e preservação de áreas de interesse ambiental.
Segundo informações apresentadas pela Prefeitura de Camboriú no anúncio do início da revisão, o processo prevê a combinação de diagnóstico técnico, oficinas regionalizadas e audiências públicas. Depois dessa fase, deverão ser elaboradas as minutas de lei que serão submetidas às etapas previstas de discussão e análise.
O formato busca reunir o conhecimento técnico produzido pela equipe responsável e a experiência cotidiana dos moradores. Quem vive nos bairros pode apontar, por exemplo, dificuldades de acesso, áreas sujeitas a ocupação desordenada, demandas por transporte e locais que precisam de maior atenção do poder público.
Próximas oficinas previstas
O calendário divulgado pela administração municipal prevê uma terceira oficina para 7 de outubro de 2026, na Escola Básica Municipal João Vergílio Pereira, no bairro Cedros. A atividade deverá envolver moradores do Cedro, Rio Pequeno e Lídia Duarte.
Uma quarta reunião está programada para 14 de outubro, com participação das localidades de São Francisco de Assis, Centro e Rio do Meio. As datas integram a programação de escuta comunitária e podem ampliar o número de moradores envolvidos na revisão do documento que orientará o planejamento urbano de Camboriú.
Além das reuniões presenciais, a população pode encaminhar sugestões e dúvidas à equipe responsável por meio do endereço eletrônico disponibilizado pela Prefeitura. A orientação permite que moradores que não participaram das oficinas também contribuam com observações sobre o desenvolvimento do município.
Por que o Plano Diretor afeta a rotina da cidade
Embora seja um documento de planejamento, o Plano Diretor tem relação direta com situações do cotidiano. As diretrizes aprovadas podem influenciar a forma como novos bairros se desenvolvem, a localização de atividades comerciais, a necessidade de obras viárias e a expansão das redes de serviços públicos.
O planejamento também procura equilibrar o crescimento econômico e urbano com a proteção ambiental. Em uma cidade que passa por transformações e recebe novos moradores, definir critérios para a ocupação do território é uma forma de antecipar demandas e reduzir conflitos entre habitação, mobilidade, infraestrutura e conservação.
A revisão ainda não foi concluída. As oficinas e demais atividades previstas fazem parte de uma etapa de coleta de informações e participação social. As contribuições reunidas deverão servir de base para o diagnóstico e para a elaboração das propostas que, posteriormente, poderão resultar em mudanças na legislação municipal.

